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| (Arte: Giovanna Azevedo/Jovens Pela Diferença) |
No ano de 2017, o Jovens Pela Diferença (JPD) sofreu a saída de vários membros importantes, assim como recebeu outros que, em pouco tempo como voluntários, já deixaram sua marca no projeto. A todos os que por inúmeros motivos tiveram que se afastar do projeto, saibam que suas lembranças e pegadas ficarão sempre na história do projeto, e suas contribuições não serão esquecidas! O JPD é formado por aqueles que dedicam seus finais de semana, suas horas de sono e o seu amor para fazer a diferença, seja com um desenho, com uma brincadeira ou com um simples olhar correspondido, e teve tudo isso e muito mais nas ações desse ano, que vão ficar marcadas para sempre na história do projeto.
O JPD realizou mais de 30 ações este ano, muitas em parceria com outros projetos sociais, entre eles: Obra Lumen, Projeto Afago, Comunidade Shalom, AGACE, PET Engenharia Ambial (UFC), Projeto Plantandobem. O apoio de cada uma dessas instituições foi fundamental para o sucesso do projeto e de seus voluntários, e agradecemos imensamente o comprometimento e a confiança que foi depositada em nós, e que possamos contar com seu auxílio e contribuição nas ações de 2018!
Eu sempre quis poder fazer mais pelas pessoas, ajudar mais, ser útil, participar nem que por algumas horas da felicidade de alguém. No JPD eu encontrei essa oportunidade, eu encontrei uma família onde tenho apoio, onde fiz grandes amizades e sou realizada. É muito gratificante chegar em casa cansada, mas satisfeita por ter feito a diferença na vida de uma pessoa, assim como ela fez na minha. Quando fazemos caridade, não é só a pessoa que carece que se sente feliz e sim nós que tivemos a oportunidade de sentir amor na sua forma mais pura. (Depoimento da voluntária Virgínia Costa)
Agradecemos a todos os voluntários que dedicaram seu tempo, que se doaram de corpo e alma ao projeto no ano de 2017 e por todo o esforço e trabalho duro. Esperamos que toda essa alegria e entusiasmo seja mantida no ano de 2018 e nos que ainda estão por vir. Por fim, uma voluntária quis contar como sua vida pessoal acabou se vinculando com o projeto, e aproveitamos para deixar claro aqui que aqueles que se identificarem com a história dela não esqueçam que o JPD é uma família e está de braços abertos a todos que de algum modo são ligados ao projeto. Boas festas e um próspero Ano Novo! 🥂🎇
Em toda ação, aprendo um pouco mais sobre mim, sobre o outro e até sobre o mundo como um todo. Reflito sobre coisas que nunca havia refletido antes ou que refleti muito superficialmente, por cima. Reafirmo o que acredito ser minha missão: ser amor. Tive um sonho ontem com o meu pai que eu perdi recentemente, quase não fui pra ação mesmo que eu levasse falta. Mas eu fui porque como disse antes, acho que essa é a minha vocação, dar o que tem. Fui o caminho todo chorando, cheguei e fiquei triste, sentada sozinha, calada. O pessoal falou comigo, me abraçou, mas nada demais. Quando cheguei, estava tocando aquela música bem na parte: ❝Você é o espelho que reflete a imagem do senhor, não chore se o mundo ainda não notou. Já é o bastante Deus reconhecer o seu valor.❞ Talvez não faça sentido, uma coincidência. Mas senti como se fosse diretamente à mim porque o dia foi péssimo, fiquei me questionando porque eu perdia tanta gente se eu prioriza o mundo antes de mim. Foi como se fosse uma resposta, sabe? Aí na ação, fiquei de olho em umas crianças que as mães pediram pra elas poderem ir pegar comida e brinquedos. Conversei com algumas e passei o maior tempão com um neném no colo, ele dormiu comigo. Uma senhora pediu pra eu tirar uma foto dela, me passou o número da filha que mora em SP e pediu pra eu mandar pra ela pra ela saber que ela estava bem. Já falei com a filha e falei que voltaria lá pra dar notícias dela pra mãe dela. E eu entendi porque ainda estou aqui, mesmo que às vezes eu sinta vontade de não estar. Tá tudo muito pesado, ruim e eu tento fingir que está ok. Mas são somente nessas situações que eu desisto e continuo. Me senti útil a primeira vez depois de tudo hoje e quase feliz, talvez feliz mesmo. Fazia muito tempo que eu não me sentia eu, fazendo parte de algo, sentindo algo bom de novo. É somente no projeto que eu me sinto viva, fazendo algo realmente importante. Me reconheço, aprendo sobre mim e me surpreendo ainda mais com a força, a solidariedade e o amor do outro. (Depoimento da voluntária Anahí Gabriella)


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